sexta-feira, 12 de junho de 2015

ENTREVISTAS - Contando um pouco do Entorno da Escola

Em entrevista com a ex-diretora Nylza Jorgens Bertoldi - via celular, pois a mesma reside em Porto Alegre, relatou como foi tomar a  decisão para criar a Mini Cidade Professor Chaves.

“Tudo isso foi feito em três etapas: o conhecimento da comunidade escolar foi mais a fundo estudando os aspectos socioculturais e cognitivos, fazendo uso da Filosofia da Escola, o estudo da Lei 5672/71 pelos pais, professores e funcionários, assim capacitando a todos: a elaboração do projeto com reuniões participativas da comunidade escolar para que houvesse a definição de objetivos: metas a serem alcançadas e por fim a estrutura organizacional e continua avaliação de todas as etapas. Após a definição do que e de como fazer passamos ao desenvolvimento das ações. Nossa primeira ação foi elaborar um Plano Diretor de Urbanização da Mini-Cidade, levando em consideração educação ambiental, valorizando o espaço físico da escola e melhorando a qualidade de vida dos alunos através da estética e do bem estar para a comunidade num ambiente que respirava poesia. Tivemos então um parque jardim que aos poucos exibia a beleza dos arbustos ornamentais, pinheiros, ipês-roxos e amarelos, salsos tão verdes e rendados a luz do sol ou aos clarões da lua cheia. Todas as plantas foram doadas pelos pais e batizadas pelos moradores da Mini-Cidade, com nomes escolhidos por eles em sala de aula. Eliminamos a sineta. Um sistema de som com musicas selecionadas anunciava a entrada e saída das aulas. Foi criado o serviço de correio um empreendimento voltado à comunicação entre os moradores, valorizando a linguagem escrita, endereçamento postal,... Recebemos da Agencia local dos Correios e Telégrafos um antigo coletor de correspondências de valor histórico, Nele as cartas eram postadas e distribuídas, pela manha por alunos indicados pelos professores, os quais usavam uniformes de carteiros. As ruas foram demarcadas, ganharam nomes, as salas de aulas numeradas, passaram a ser moradias. No Largo da Prefeitura situava-se a Sala da Direção, Secretaria, Serviços de Orientação Educacional, Coordenação Pedagógica, Assistência Social, Gabinete Dentário, Registro Civil e Sala do C.P.M. Na Rua do Bem Querer, primeiro andar o majestoso Salão do Auditório, a Sala dos Professores, a Biblioteca ‘Dr. Hector Acosta’; na Rua da Amizade, segundo andar o Laboratório de Ciências, Sala do Grêmio Estudantil ‘Monteiro Lobato’, onde era redigido o Jornal ‘O Clarim’, órgão oficial da Mini-Cidade editado no jornal ‘APlateia’; no Largo da Esperança o amplo Refeitório, cozinha e despensa em anexo, no qual era distribuído aos alunos mais carentes ou a qualquer aluno, almoço ao meio dia e merenda às 15 horas. No Recanto Pingo de Gente situava-se a vendinha, o Jardim de Infância e a sala do mimeografo. Destaque para o Batalhão de PMs Mirins treinado pelos professores de Educação Física e pela Brigada Militar, com a finalidade de manter a ordem e educar para o Transito. Recebemos da CIRETRAN local uma sinaleira, a qual foi colocada em um ponto estratégico e permitia que os PMs dirigissem o transito para os dois andares superiores do prédio, bem como em horários de recreio, entradas e saídas das salas de aula. Desempenhavam uma extraordinária missão educativa valorizada por toda a comunidade. A Educação Moral e Cívica foi incentivada com exemplos de alunos que mostravam retidão de caráter, o Hino Nacional cantado semanalmente com o hasteamento da Bandeira Nacional, contagiava a vizinhança da Escola que aos poucos ia chegando para participar da solenidade, comovida pelo ato patriótico. A noite iluminada pelos refletores descia do mastro em igual cerimonial, arriada pelos alunos do noturno. A Mini-Cidade tornou-se um laboratório de experiências considerado pela SEC/RS, ESCOLA MODELO. Ainda falamos da ‘Banda Marcial’, do ‘Pop Coral’, das sessões de teatros encenadas aos sábados a tarde que fizeram parte das atividades extraclasse. Falha-nos a memória, após 30 anos, para descrever mais detalhes que de forma indelével escreveram parte da historia na Mini-Cidade Professor Chaves, de todos os que tiveram a felicidade de lá morar. A qualidade do ensino atingiu excelente nível em todas as series. Reprovar um aluno era descrédito para o professor, apesar das aulas de reforço e recuperação oferecidas pela Escola. Para finalizar disse: - ‘Foi uma passagem que marcou nossas vidas e deixou uma certeza do quanto se podem realizar em educação quando se é capaz de acreditar no potencial humano, e com ele construir valores indispensáveis a vida cidadã.”
Sineta aposentada, no lugar dela era tocada musicas nos horários de entrada saída e recreio.
Fonte: Foto arquivo Nilza Jorgens Bertoldi

Maquina de mimiografo
Fonte: Foto imagens retiradas do portal Google / Internet 

Nilza Jorgens Bertoldi e Dois PMs Mirins
Fotp: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves


 PM Mirim Antonio Luis Gornatti
Fonte: Foto arquivo Antonio Luis Gornatti

Emblema PMs Mirins
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Desfile 7 de Setembro
Fonte: Arquivo Dr Vanius D'Avila


Flamula Banda Mirim
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio  Professor Chaves


Primeiro Uniforme da Banda Mirim
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Flamula Gremio Estudantil Monteiro Lobato
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Flamula Pingo de Gente Pré- Escola
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Flamula Pingo de Gente Pré- Escola
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Camiseta do Uniforme Pingo de Gente
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Invernada Quero-Quero
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves




Caixa do Correio ainda existe e esta na escola
Fonte Arquivo Quenia Severo Maciel
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Relogio Ponto
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves

Trofeus Jogos da Primavera
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves 

Camiseta dos Jogos da Primavera
Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino MédioProfessor Chaves

Atual Famula da Escola
 Fonte: Arquivo  Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves


CONVERSA/ENTREVISTA COM SRa. MARIA NARVA SEVERO MACIEL
Ao conversar com a senhora Maria Narva Severo Maciel, tive conhecimento de que o bairro onde está localizada a nossa comunidade escolar era descampado, com muita areia, alagamentos e poucas residências. Em seu conceito acredita que é uma comunidade calma em alguns dias da semana, mas  agitada, nos finais de semana, mas que progrediu muito com o passar dos anos. Enfatiza que a ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO PROFESSOR CHAVES tem um significado muito grande para toda a sua família, pois a mesma, seus filhos, sobrinhos e netos estudaram e estudam lá, fazendo com que todos participassem ativamente das atividades escolares.
Da esquerda para direita Maria Narva Severo Maciel e Maria de Lourdes Severo de Vasconcellos




 Pois é, a sociedade esconde em suas mentes, várias recordações sobre o seu passado, que pela ausência de momentos de prosa e de troca de experiências pela correria do dia-a-dia e pela falta de interesse em saber sobre suas origens, acabam passando despercebidas, continuando guardadas no coração de quem as vivenciou, quem nos conta essa historia é Maria de Lourdes Severo de Vasconcellos.


A ASSOMBRAÇÃO DA NOIVA DO VESTIDO BRANCO

(Imagem representativa da noiva retirada da Internet)


O fato ocorreu a mais de sessenta anos atrás, sobre uma linda moça que passou durante toda a sua vida sonhando com o dia do seu casamento.
Que ao encontrar um homem que fez o seu coração disparar mais rápido, após alguns anos de romance, eis que fora marcado o dia da tal cerimônia matrimonial.
Convites, decoração, lembranças e vestido, tudo quase pronto à espera desse dia tão especial.
Mas, ás vésperas do casamento, ao ir provar e fazer os últimos retoques em seu vestido, a linda mulher obteve um mal súdito e veio a falecer em meio ao seu longo vestido branco.
Como morava em uma casa com um pátio muito arborizado e sem muros, o seu vulto branco era visto pelas crianças que brincavam nessas imediações repentinamente, através das sombras das árvores, deixando os moradores aflitos em continuar residindo nessa comunidade localizada em torno da Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves.
            Após algum tempo de assombração, vários vizinhos se reuniram e foram verificar a existência desse fantasma. E ao chegar nesse local, avistaram um cavalo branco que balançava a sua enorme cola, podendo ser a alma da “Noiva do vestido branco” em forma de animal.

















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