Em entrevista com a ex-diretora Nylza Jorgens
Bertoldi - via celular, pois a mesma reside em Porto Alegre, relatou como foi tomar
a decisão para criar a Mini Cidade Professor Chaves.
“Tudo isso foi feito em três etapas: o conhecimento
da comunidade escolar foi mais a fundo estudando os aspectos socioculturais e
cognitivos, fazendo uso da Filosofia da Escola, o estudo da Lei 5672/71 pelos
pais, professores e funcionários, assim capacitando a todos: a elaboração do
projeto com reuniões participativas da comunidade escolar para que houvesse a
definição de objetivos: metas a serem alcançadas e por fim a estrutura
organizacional e continua avaliação de todas as etapas. Após a definição do que
e de como fazer passamos ao desenvolvimento das ações. Nossa primeira ação foi
elaborar um Plano Diretor de Urbanização da Mini-Cidade, levando em
consideração educação ambiental, valorizando o espaço físico da escola e
melhorando a qualidade de vida dos alunos através da estética e do bem estar
para a comunidade num ambiente que respirava poesia. Tivemos então um parque
jardim que aos poucos exibia a beleza dos arbustos ornamentais, pinheiros,
ipês-roxos e amarelos, salsos tão verdes e rendados a luz do sol ou aos clarões
da lua cheia. Todas as plantas foram doadas pelos pais e batizadas pelos
moradores da Mini-Cidade, com nomes escolhidos por eles em sala de aula.
Eliminamos a sineta. Um sistema de som com musicas selecionadas anunciava a
entrada e saída das aulas. Foi criado o serviço de correio um empreendimento
voltado à comunicação entre os moradores, valorizando a linguagem escrita,
endereçamento postal,... Recebemos da Agencia local dos Correios e Telégrafos
um antigo coletor de correspondências de valor histórico, Nele as cartas eram
postadas e distribuídas, pela manha por alunos indicados pelos professores, os
quais usavam uniformes de carteiros. As ruas foram demarcadas, ganharam nomes,
as salas de aulas numeradas, passaram a ser moradias. No Largo da Prefeitura
situava-se a Sala da Direção, Secretaria, Serviços de Orientação Educacional,
Coordenação Pedagógica, Assistência Social, Gabinete Dentário, Registro Civil e
Sala do C.P.M. Na Rua do Bem Querer, primeiro andar o majestoso Salão do Auditório,
a Sala dos Professores, a Biblioteca ‘Dr. Hector Acosta’; na Rua da Amizade,
segundo andar o Laboratório de Ciências, Sala do Grêmio Estudantil ‘Monteiro
Lobato’, onde era redigido o Jornal ‘O Clarim’, órgão oficial da Mini-Cidade
editado no jornal ‘APlateia’; no Largo da Esperança o amplo Refeitório, cozinha
e despensa em anexo, no qual era distribuído aos alunos mais carentes ou a
qualquer aluno, almoço ao meio dia e merenda às 15 horas. No Recanto Pingo de
Gente situava-se a vendinha, o Jardim de Infância e a sala do mimeografo.
Destaque para o Batalhão de PMs Mirins treinado pelos professores de Educação Física
e pela Brigada Militar, com a finalidade de manter a ordem e educar para o
Transito. Recebemos da CIRETRAN local uma sinaleira, a qual foi colocada em um
ponto estratégico e permitia que os PMs dirigissem o transito para os dois
andares superiores do prédio, bem como em horários de recreio, entradas e
saídas das salas de aula. Desempenhavam uma extraordinária missão educativa
valorizada por toda a comunidade. A Educação Moral e Cívica foi incentivada com
exemplos de alunos que mostravam retidão de caráter, o Hino Nacional cantado
semanalmente com o hasteamento da Bandeira Nacional, contagiava a vizinhança da
Escola que aos poucos ia chegando para participar da solenidade, comovida pelo
ato patriótico. A noite iluminada pelos refletores descia do mastro em igual
cerimonial, arriada pelos alunos do noturno. A Mini-Cidade tornou-se um
laboratório de experiências considerado pela SEC/RS, ESCOLA MODELO. Ainda falamos da ‘Banda Marcial’, do ‘Pop Coral’,
das sessões de teatros encenadas aos sábados a tarde que fizeram parte das
atividades extraclasse. Falha-nos a memória, após 30 anos, para descrever mais
detalhes que de forma indelével escreveram parte da historia na Mini-Cidade Professor Chaves, de todos
os que tiveram a felicidade de lá morar. A qualidade do ensino atingiu
excelente nível em todas as series. Reprovar um aluno era descrédito para o
professor, apesar das aulas de reforço e recuperação oferecidas pela Escola.
Para finalizar disse: - ‘Foi uma passagem que marcou nossas vidas e deixou uma
certeza do quanto se podem realizar em educação quando se é capaz de acreditar
no potencial humano, e com ele construir valores indispensáveis a vida cidadã.”

Sineta aposentada, no lugar dela era tocada musicas nos horários de entrada saída e recreio.
Fonte: Foto arquivo Nilza Jorgens Bertoldi
Maquina de mimiografo
Fonte: Foto imagens retiradas do portal Google / Internet
Nilza Jorgens Bertoldi e Dois PMs Mirins
Fotp: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
PM Mirim Antonio Luis Gornatti
Fonte: Foto arquivo Antonio Luis Gornatti
Emblema PMs Mirins
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Desfile 7 de Setembro
Fonte: Arquivo Dr Vanius D'Avila
Flamula Banda Mirim
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Primeiro Uniforme da Banda Mirim
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Flamula Gremio Estudantil Monteiro Lobato
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Flamula Pingo de Gente Pré- Escola
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Flamula Pingo de Gente Pré- Escola
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Camiseta do Uniforme Pingo de Gente
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Invernada Quero-Quero
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Caixa do Correio ainda existe e esta na escola
Fonte Arquivo Quenia Severo Maciel
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Relogio Ponto
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Trofeus Jogos da Primavera
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
Camiseta dos Jogos da Primavera
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino MédioProfessor Chaves
Atual Famula da Escola
Fonte: Arquivo Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves
CONVERSA/ENTREVISTA COM SRa. MARIA NARVA SEVERO MACIEL
Ao conversar com a senhora Maria Narva Severo Maciel, tive conhecimento de que o bairro onde está localizada a nossa comunidade escolar era descampado, com muita areia, alagamentos e poucas residências. Em seu conceito acredita que é uma comunidade calma em alguns dias da semana, mas agitada, nos finais de semana, mas que progrediu muito com o passar dos anos. Enfatiza que a ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO PROFESSOR CHAVES tem um significado muito grande para toda a sua família, pois a mesma, seus filhos, sobrinhos e netos estudaram e estudam lá, fazendo com que todos participassem ativamente das atividades escolares.
Da esquerda para direita Maria Narva Severo Maciel e Maria de Lourdes Severo de Vasconcellos
Pois é, a sociedade esconde em suas mentes, várias recordações sobre o seu passado, que pela ausência de momentos de prosa e de troca de experiências pela correria do dia-a-dia e pela falta de interesse em saber sobre suas origens, acabam passando despercebidas, continuando guardadas no coração de quem as vivenciou, quem nos conta essa historia é Maria de Lourdes Severo de Vasconcellos.
A ASSOMBRAÇÃO DA NOIVA DO VESTIDO BRANCO
(Imagem representativa da noiva retirada da Internet)
O fato ocorreu a mais de sessenta anos atrás, sobre uma linda moça que passou durante toda a sua vida sonhando com o dia do seu casamento.
Que ao encontrar um homem que fez o seu coração disparar mais rápido, após alguns anos de romance, eis que fora marcado o dia da tal cerimônia matrimonial.
Convites, decoração, lembranças e vestido, tudo quase pronto à espera desse dia tão especial.
Mas, ás vésperas do casamento, ao ir provar e fazer os últimos retoques em seu vestido, a linda mulher obteve um mal súdito e veio a falecer em meio ao seu longo vestido branco.
Como morava em uma casa com um pátio muito arborizado e sem muros, o seu vulto branco era visto pelas crianças que brincavam nessas imediações repentinamente, através das sombras das árvores, deixando os moradores aflitos em continuar residindo nessa comunidade localizada em torno da Escola Estadual de Ensino Médio Professor Chaves.
Após algum tempo de assombração, vários vizinhos se reuniram e foram verificar a existência desse fantasma. E ao chegar nesse local, avistaram um cavalo branco que balançava a sua enorme cola, podendo ser a alma da “Noiva do vestido branco” em forma de animal.